O Ciclo do Vinho


Muito pouco se sabe deste importante
ciclo econômico da cidade de Ouro Branco.

O relato mais importante aparece no livro do botânico
e naturalista francês August de Saint Hilaire que,
ao passar por Ouro Branco nos idos de 1830, relatou,
impressionado, a grande quantidade de vinhedos
existentes na Vila de Ouro Branco,
e que todas as famílias tinham o hábito de cultivar a uva.

Imigrante francês, o Sr. Gabriel chegou a produzir vinho
na fazenda existente nos fundos do hoje Bairro Pioneiros,
no local conhecido como Fazendinha dos Escoteiros.

Os maiores e mais conhecidos vinhedos,
e que sobreviveram até meados do Século XX,
eram os da fazenda de Aparício Feros, do Sr. José Machado,
o da chácara do Sr José de Melo, do Dr Evandro,
e da Fazenda Pé do Morro.

No final do Século XIX e inicio do Século XX,
um grupo de empresários tentou fundar a
Companhia Vinícola de Minas Gerais na Fazenda Pé do Morro.
Eram os Vianna e os Matta Machado,
este, pai do famoso poeta Edgard da Mata Machado .
Em função dos problemas econômicos
causados pelo início da primeira guerra mundial,
o projeto não pôde ir adiante.

Mesmo assim, durante muitos anos plantadores de uva
vendiam os frutos em pequenos balaios e levavam com tropas
para a estação ferroviária de Lobo Leite,
com destino ao comércio de Belo Horizonte.

As frutas, em pequenas embalagens artesanais feitas em bambu,
em forma de ''marmita'', com tampa, de 01 e 02 quilos,
também eram vendidas no comércio local e regional.

As uvas produzidas em Ouro Branco eram muito apreciados pelo sabor,
cuja variedade encontrava, no clima úmido e frio,
o local ideal para frutificação e excelente produtividade.

 

Texto e pesquisa de "Pedro Pinto Chaves"


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